Saindo da velha rotina de queijos, embutidos e cerveja

Por Analídia Ferri

A combinação mais tradicional do happy hour do brasileiro com certeza é juntar queijos e embutidos para petiscar com uma cervejinha. Conciliar esses sabores com cervejas especiais é muito interessante, uma vez que a variedade de queijos, presuntos e salames é enorme e transforma um simples “belisco” em algo surpreendente. E já que temos essa mesma infinidade de sabores de cervejas, por que não inovar?

produtos que recebemos pelo Emporium Fiusa (foto: Natalia Feitosa)

produtos que recebemos pelo Emporium Fiusa
(foto: Natalia Feitosa)

Iniciamos nossa experimentação com um queijo casablanca, de leite de cabra, levemente adocicado e ácido. No copo, a Ça va Saison, da Cervejaria Barco, bastante equilibrada, com lúpulo, mas o amargor não se sobressai. Os dois juntos resultaram numa harmonização complementar.

Saison da Barco

Saison da Barco

O destaque deste jantar harmonizado do projeto Mesa na Cozinha é a forma com que o prato veio à mesa. Ele foi montado seguindo uma escala de harmonização e todos os elementos vieram juntos em um só prato e a sua montagem seguiu uma lógica no paladar, tudo pra que os convidados pudessem desfrutar de cada gosto e sensação.

DSC-10

Na sequência, um queijo artesanal, produzido pelo sítio Terra Límpida, de Cássia dos Coqueiros, por uma família de italianos. O robínia branca, um queijo aveludado e de textura cremosa, foi combinado com uma Rodenbach Flanders envelhecida em barril. Com um sabor levemente vinificado, azedo e amadeirado, a harmonização com o queijo deixou os sabores e acidez bastante equilibrada e sutil.

DSC-81

Depois, foi a vez da Chimay Grande Resérve, cujo sabor lembrou passas, nozes e um leve adocicado, muito bem combinada com um presunto cru levemente salgado. O adocicado da cerveja e o salgado da carne combinaram muito bem e ficaram equilibrados na boca.

DSC-94

Hora de ousar mais! Seguimos a degustação com um salame mais gorduroso, servido com a Júpiter Pale Ale, cerveja com notas de pêssego e maracujá, e de leve amargor. Neste caso, uma mistura muito interessante, já que o lúpulo briga com a gordura e um ajuda o outro a não se sobressair.

DSC-114

Uma linguiça artesanal, tipo calabresa, curada, foi o último embutido servido com duas cervejas diferentes. Primeiro, a Vixnu, da Colorado.

DSC-124

De forte amargor, fez com que o lúpulo ficasse evidente na língua. Depois, a Black Cab Stout, da Fuller’s, feita com 5 tipos diferentes de malte, com aroma e sabor adocicado de café e chocolate. Completamente diferente da Vixnu, que é mais refrescante, a Black Cab ficou bem mais adocicada e provocou uma sensação bem diferente com a linguiça.

DSC-136

Parece óbvio combinar petisco com cerveja, mas o que mais aprendemos nesse tipo de harmonização é que podemos transformar nossas descobertas em hábito. Ousar mais, variar e buscar gostos diferentes daqueles que já estamos habituados e começar a prestar mais atenção aos sabores em nossas bocas.

DSC-63

A chef descansou um pouco mais dessa vez, teve até tempo de fotografar os pratos e beber uma cerveja

A chef descansou um pouco mais dessa vez, teve até tempo de fotografar os pratos e beber uma cerveja

Decoração Festa Modesta

Decoração Festa Modesta

Participantes desta edição

Participantes desta edição

Um comentário sobre “Saindo da velha rotina de queijos, embutidos e cerveja

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s